IELTS Academic

Buenas!

Como dito anteriormente, no dia 13 de maio foi o meu IELTS Academic, vim contar a minha experiência. Uma semana anterior recebi um e-mail com a data e hora marcada da parte de Speaking do teste, no meu caso foi na tarde de sexta-feira (12 de maio) e o restante da prova na tarde do dia 13. Na época, estava meio cheia de trabalho e não tive tanto tempo para estudar quanto gostaria, o que eu fiz foi fazer uns simulados de listening e reading, e estudar o tipo de pergunta que poderia ser feito na parte de speaking (isso na semana do teste).

Speaking

Você chega, tira uma foto, assina a lista de presença, põe a digital no sensor e espera ser chamado. Minha examinadora era uma moça, com cara de não muitos amigos. Pelo que eu tinha estudado, o teste era no início perguntar sobre mim, sobre profissão, talvez sobre a cidade que moro, etc, coisas banais. O que me pegou de surpresa, pois ela perguntou meu nome, e logo em seguida começou a perguntar sobre sonhos, se eu me lembrava dos meus sonhos, se eu achava que todos sonhavam igualmente, se eu gostaria de aprender mais sobre sonhos. Não gostei muito pois não era um tópico em que eu conseguisse extender minhas perguntas (que pelo que pesquisei, era o que precisava fazer para demonstrar conhecimento). Na segunda parte do teste, a examinadora escolhe um tópico e te dá um papel para escrever notas, durante 1 minuto, e depois você precisa falar sozinha sobre o tópico em 2 minutos. Meu tópico era sobre uma palestra/discurso que eu tinha visto, se tinha me marcado, aonde tinha sido, etc. Pensei rapidamente sobre um discurso do steve jobs que rolava no facebook antigamente e dissertei sobre ele. Na terceira parte é que o bicho pegou, essa parte são perguntas relacionadas sobre o tema dissertado. No meu caso, eram perguntas do tipo: você prefere palestras ou discussões? qual é o melhor método para se dar uma palestra? porque as pessoas tem medo de dar palestras? e muitas questões do tipo, provavelmente porque não estava conseguindo extender tanto as respostas, e tinha muito tempo ainda para o teste acabar. Quando eu já tava super tensa com esse assunto interminável, veio a pergunta: Qual sua opinião sobre conferências internacionais? Me deu um branco absurdo, dei uma enrolada tentando fazer ela mudar de pergunta, e não adiantou, mas enfim, acabou o tempo. E aí, qual é a sua opinião sobre conferências internacionais? Sai dali perguntando para todo mundo que eu conhecia pra ver se eu que era louca e não sabia o que responder, ou se era uma pergunta complicada mesmo.

Listening, Reading e Writing

No outro dia, foi as partes restantes, começando com listening, depois reading e por último writing. O listening achei tranquilo, o som era bom aonde eu estava sentada (não dava pra escolher lugar, o nome de cada um tava colado nas mesas). O reading achei pior que nos simulados, alguns textos longos e maçantes, quase que esgotou meu tempo. No writing, a primeira task era para analisar um gráfico em 150 palavras, e a segunda era uma dissertação de 250 palavras. O tema da task 2 era sobre celebridades, e a influência nas pessoas, se negativa ou não. Não tive tempo de contar as palavras, mas tenho fé que escrevi o número necessário.

Após 13 dias corridos da data do exame, é possível consultar as notas no site do IELTS. E após cerca de um mês chegou o report na minha casa pelo correio.

As notas foram: Listening 8.0, Reading 7.5, Speaking 7.0, Writing 6.5 – Overall 7.5

Espero ter ajudado, e fiquem cientes que podem ser temas completamente diferentes dos que estudamos, o importante é manter a calma.

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Primeiros Passos

Finalmente, acabei a faculdade, estou iniciando uma Pós-Graduação aqui no Brasil mesmo, com duração de 1 ano (pontos no processo + super desconto que recebi, valia a pena) e foco total no processo de imigração agora!

A dúvida era se esperava para aplicar para Residência Permanente aqui no Brasil mesmo, ou se já vou para o Canadá iniciando um college, já aproveitando para melhorar o inglês e se inserir no mercado de trabalho, e aplicava para residência lá do Canadá. A primeira opção certamente é a melhor financeiramente, principalmente porque o processo federal está sempre mudando, mas não sei se consigo atingir a nota necessária no IELTS logo de cara aqui do Brasil. A idéia continua em aplicar para residência assim que possível, pois já tenho 27 anos, e a partir dos 29 anos perco 5 pontos a cada ano que passa. Outra dúvida, é se aplico com spouse já, ou se aplico sozinha (namorado na dúvida se casa ou compra uma bicicleta), até porque acredito que ganharia mais pontos sozinha segundo a tabela de excel que fiz, mas e depois? Será que seria “fácil” eu como Residente Permanente aplicar como sponsor dele? Dúvidas…

Acabei indo atrás de informações de colleges, e pós-gradações no Canadá, principalmente em Toronto, Ontario. E achei dois cursos que me interessavam, um na Centennial College, o curso de Architectural Technology – Fast Track, de 2 anos e um Post-Graduate em BIM Management na George Brown, pensando se nada desse certo, o curso de BIM seria mais útil para minha vida aqui no Brasil. Porém após uma consulta com uma agência brasileira de Manitoba, fiquei mais inclinada ao primeiro curso, por permitir associação ao órgão de arquitetura (não como arquiteta), ou seja mais possibilidades de vagas de emprego pós formada, e possibilidade de PWGP (Post Work Graduation Permit) de 2 à 3 anos ao invés de 1 anos só. Enfim, nessa consulta me informaram os próximos passos para que eu possa aplicar para iniciar o curso, seja qual for, em Setembro de 2018: IELTS Academic, Traduções Juramentadas de documentos (diploma, históricos, etc), Dinheiro de comprovação para primeiro ano de curso + sobrevivência durante o curso e Cartas de Referências traduzidas de professores em papel timbrado (necessário para o curso Fast Track).

Então este é o passo em que me encontro, marquei a prova do IELTS Academic para 15 de Maio, agora é baixar a cabeça e estudar, e vamos ver quais serão os próximos passos.

Início

Para iniciarmos os trabalho, acredito que seria bom vocês conhecerem um pouco de como cheguei aqui, com esta idéia maluca de ir morar no exterior, mais especificamente no Canadá.

Aos 16 anos, vivendo minha vidinha pacata de ensino médio, uma amiga do colégio me contou que iria fazer um intercâmbio e perguntou se eu tinha interesse em ir, já estava tudo praticamente pronto, a idéia do lugar, o que fazer, como ir, qual agência, tudo. Apenas contextualizando, isso foi em 2006, não sei no resto do Brasil, mas aqui em Porto Alegre ninguém ouvia falar de intercâmbio, ainda mais com o dólar americano alto como estava na época. Fiquei com aquilo na cabeça, até que falei com meus pais, consegui um “vótrocínio” (patrocínio de vó) para a viagem, fui na agência, preenchi todas papeladas, escolhi a homestay, tiramos licença para viajar desacompanhada (menor de idade), e tudo fluiu.

Em julho de 2006, partimos em direção à Toronto, para cursar 1 mês de inglês na escola ILSC, morar em homestay com duas famílias de origem italiana, e abrir a nossa mente. Lembro que o maior impacto inicial foi no aeroporto, gigante, limpo, lindo, e no caminho para a homestay, pois nunca tinha visto uma cidade grande tão limpa, sem pichações, estradas gigantes e bem feitas, enfim.

Nunca tinha ouvido, ou prestado muito atenção em nada relacionado ao Canadá, a única coisa que me lembro era da minha mãe falando que o sonho dela sempre tinha sido ir pra lá, que era lindo, com folhas vermelhas de outono, muito frio e neve. O dólar canadense na época custava R$ 1,95, e era mais em conta do que o dólar americano de R$ 2,20. Já era conhecido por ser mais seguro, pessoas viverem supostamente de portas destrancadas, e acredito que estes tenham sido os motivos para minha amiga ter escolhido este país.

Na época não existia Youtube, e a internet não era tão gigantesca como é hoje, não existia Skype, celulares com 3G, wifi em todos lugares, entre outros. Então o choque, positivo, de conhecer um local completamente diferente do Brasil, ter aula com pessoas de Taiwan, China, França, Espanha, Polônia, Colômbia, e outras regiões do Brasil, era imenso e muito legal. Um local onde todos eram super educados, aonde mendigos não te davam medo, aonde homens não mexiam com mulheres na rua, aonde tu podia ir embaixo da terra, e em 20 minutos estar do outro lado da cidade, aonde existia uma cidade subterrânea, aonde no mesmo local tu poderia ver diversas culturas diferentes convivendo em paz, abriu completamente a mente de duas gurias que nasceram e cresceram em Porto Alegre.

Enfim, o mês passou rápido demais, voltei pra casa cheia de histórias, parecendo que tinha amadurecido 5 anos em 30 dias, e era estranho demais, pois meus amigos e conhecidos continuavam iguais. Todos estranhavam quando dizia que morri de calor em Toronto.

Me formei no colégio no final daquele ano, pesquisei o máximo que pude sobre universidades canadenses, fui em todas as feiras de intercâmbio possíveis, fiz diversos orçamentos, mas tudo era muito caro, e acabei desistindo da idéia. A vida seguiu outro rumo, com dois outros intercâmbios curtos de trabalho e algumas viagens de família para os Estados Unidos, mas sempre fiquei inquieta no fundo, relembrando todas as experiências positivas que tinha passado naquele país, e ficando cada vez mais indignada com o lugar que eu morava.